O DIREITO AO ESTUDO

Penso que o nosso direito termina quando começa o direito do outro. É bom lembrar que o direito ao estudo é assegurado pela nossa Constituição Federal.

O aluno pode não querer exercer este direito, ou seja, pode, por qualquer razão, não querer estudar. No entanto, esta sua decisão não lhe permite atrapalhar o exercício do direito ao estudo dos seus colegas. Explicando melhor, o aluno que vai ao colégio apenas para ver seus amigos, passar o tempo, enfim, não tem o direito de fazer o que quiser na escola e sobretudo em sala de aula como, por exemplo, brincar durante as aulas, estabelecer conversas paralelas, dificultando assim a concentração da turma sobre o tema que está sendo exposto ou debatido.

O aluno que assim se comporta está sendo injusto com os seus colegas que querem exercer o direito ao estudo. Qualquer aluno tem o direito de não querer estudar desde que esse direito seja exercido de tal forma que não impeça aos outros de exercerem o seu direito ao estudo. O DIREITO DE NÃO QUERER ESTUDAR TERMINA QUANDO COMEÇA O DIREITO DE QUERER ESTUDAR DO OUTRO.

A meu ver, cabe ao professor zelar para que o direito dos alunos ao estudo seja garantido, por obrigação legal enquanto profissional da educação, por dever moral como educador preocupado com o futuro dos seus alunos e como brasileiro comprometido com a construção da cidadania em nosso país.

E aqui vale dizer: o aluno que impede – com o seu comportamento desrespeitoso em sala de aula – que seus colegas exerçam plenamente o seu direito ao estudo, é – e peço desculpas pela franqueza – um indivíduo egoísta, porque só se preocupa consigo mesmo, em satisfazer seus desejos e necessidades sem se preocupar com os desejos e necessidades dos outros. O egoísta nunca se coloca na posição do outro para ver se o que faz é ou não justo. Sabe que tem colegas seus que querem aprender mas não está nem aí prá isso.

Cabe ao professor combater – implacavelmente –, de mãos dadas com os pais ou responsáveis, esta concepção individualista de vida. Um país fraterno, solidário e socialmente responsável não se constrói com indivíduos egoístas.

Tolerar a indisciplina de alunos egoístas é ser cruel com aqueles que desejam estudar; é privilegiar uma minoria em detrimento da grande maioria dos estudantes combatentes que estão na luta por um futuro melhor; é permitir a existência de um ambiente escolar extremamente injusto.

Educar não é só ser bonzinho, simpático, amável. Educar é também se indispor, ser antipático, áspero e intransigente quando as circunstâncias assim o exigem. Educar é estabelecer limites, é mostrar que a sociedade sobrevive graças a um conjunto de regras que precisam ser respeitadas para que todos possam usufruir dos seus direitos em harmonia.

Quando a Família não educa, a Igreja não educa, a Escola não educa, a vida se encarrega de educar..., inexoravelmente. E o faz, como sabemos, da pior maneira possível.

Confiante de que não serei julgado pela dureza de minhas palavras e sim pela relevância de minhas preocupações, recolho-me agora à insignificância de quem nunca se achou dono da verdade.

Um forte abraço a todos.

Prof. Evandro Machado.

Ou ficar a Pátria Livre!!!

Ou Morrer pelo Brasil...

 

 

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